Logo do Centro Cultural Bom Jardim

Cultura infância é tudo que é produzido para e pelas crianças, desde jogos, brincadeiras e comportamentos, reconhecendo nelas a autonomia de criação de sua própria cultura, como explicitado o conceito pela Secretaria de Cultura do Ceará, no Edital de Cultura Infância 2020, diz que “a criança […] é entendida como sujeito histórico-cultural e de direitos com prioridade absoluta, produtor de cultura e capaz de desenvolver suas diversas linguagens”. Visto isso, passamos a reconhecer na criança sua capacidade de ação e interação, assimilando o mundo ao seu redor de maneira simbólica e construindo seus próprios significados.

Foto de Darlene Andrade

É ciente de que não existe apenas uma infância, mas diversas infâncias, de acordo com a classe social, o gênero, a religião, a raça/etnia e a sociedade em que essas crianças estejam inseridas. Pensar em cada contexto nos auxilia a compreender a multiplicidade de realidades e como agir a partir delas, além de questionar e combater as tentativas de normatização da infância, como defendida por Manuel Jacinto Sarmento, estudioso português, sobre as infâncias e suas culturas. O direito ao livre brincar, citado na Declaração Universal de Direitos das Crianças da Unicef e no Estatuto da Criança e do Adolescente, é um elemento que precisa ser defendido e apoiado por toda a sociedade, mas mais ainda pela políticas de cultura do Estado. Ações que respeitem os contextos culturais e sociais, e que alimentem nos usuários do Centro Cultural o desejo de aprender e de ampliação de repertório pessoal, fortalecem a identidade coletiva e sobretudo, beneficia as crianças, reconhecendo nelas sujeitos culturais.

Assim, a Cultura para a infância supera o patamar de “apreciação da arte” e torna-se ferramenta potente para a construção de uma comunidade menos desigual, utilizando a arte como transformação da realidade e construção de pontes para o acesso a Direitos Humanos em plenitude. A arte atrelada à educação é uma ferramenta valiosa na formação de cidadãos mais sensíveis, atentos e críticos.

É o Brinca!

Com apresentações de espetáculos, contações de histórias e vídeos interativos que são exibidos todos os domingo nas redes sociais do Centro Cultural Bom Jardim, mas que anteriormente aconteciam presencialmente

Oficinas de Vivências Artísticas.

São oficinas que tem a proposta de trazer uma vivência artística integrada a temas relacionados a Direitos Humanos, através da ludicidade e da livre expressão;

Nas Trilhas da Infância

São encontros realizados com associações parceiras e convidades com o objetivo de dialogar sobre a infância dentro do território e seus atravessamentos sociais, econômicos e psicológicos, com o foco de criar uma rede de Cultura Infância dentro do Grande Bom Jardim.

Ações

Contação de Histórias

A contação de histórias é realizada pela Educadora de Arte e Cultura para a Infância CCBJ/NArTE, Fátima Muniz.

Ciclos de conversa sobre as infâncias

Nas Trilhas da Infância são ciclos de conversa sobre as infâncias, que abordam temáticas como saúde mental e as crianças, luto infantil, autismo, o livre brincar como direito humano, entre outros. A fim de fortalecer a construção de pensamento e a difusão de conhecimento em relação às diversas infâncias possíveis, costurando com atravessamentos contemporâneos.

Plano de aula – Oficinas de vivências artísticas

O percurso é composto por; acolhida, apresentação individual, jogos e/ou atividades, exercícios individuais e avaliação.

Na acolhida é o momento de aguardar a entrada de todas e todos, tem vezes que é feita uma breve introdução na atividade que será realizada e em outras vezes colocam-se vídeos com conteúdos recomendados para o público.

As atribuições da educadora para infância do CCBJ são:

– Participar da análise e seleção de grupos inscritos na chamada pública do Cultura Infância;

– Construir a programação do É o Brinca, agendando grupos selecionados na chamada pública lançada pelo Centro Cultural;

– Realizar atividades semanais que envolvam arte, educação e cultura da infância;

– Fortalecer vínculos, buscando uma aproximação natural e sadia com as crianças frequentadoras do centro cultural, ouvindo suas questões em relação ao CCBJ, seus anseios e desejos;

– Elaborar formas de envolver os demais familiares, como pais, avós e /ou responsáveis em atividades culturais voltadas para o público alvo;

– Participar de formações internas e externas, visando ao aprimoramento e qualificação profissionais;

– Organizar as informações referentes às atividades realizadas pelas equipes de trabalho, elaborando os relatórios mensais das ações desenvolvidas, analisando os efeitos positivos dessas ações e quantificando o público atendido através de documentos comprobatórios;

– Pesquisar, estudar temas, assuntos, teorias e metodologias relacionados à sua atuação.


Documentos e Instruções

CARTA DAS CIDADES EDUCADORAS

Declaração de Barcelona (1990)

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Edição atualizada até outubro de 2017